A crônica como quem conversa, de Luís Martins

“Em Manilha (informa a Reuters) um ladrão, alvejado e ferido quando roubava galinhas, apresentou queixa contra o avicultor que o feriu, sob a alegação de que sua vida vale mais que todas as galinhas.”

trecho inicial da crônica “Ladrão de galinhas” (página 55)

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Mais de cem crônicas, todas muito ágeis – cada uma ocupando uma página, uma página e meia no livro. Frases curtas, certeiras, muitas e muitas vezes bem-humoradas, sem deixar de ser críticas também. Luís Martins as publicou diariamente, por décadas, no jornal O Estado de S. Paulo.

“Se o leitor quiser treinar para ser um dos dez piores anfitriões de São Paulo, tem de conhecer alguns rudimentos dessa arte difícil e requintada, que é a arte de receber mal.”

trecho inicial da crônica “A arte de receber mal” (página 65)

Neste vídeo, a escritora Ana Luisa Martins conta que leu mais de 7 mil para escolher as que estão no livro Melhores Crônicas – Luís Martins (Global Editora).

”A gente namora, ama, conquista uma cidade, ou é conquistado por ela; depois se cansa. No fim de um certo tempo de convívio íntimo, o amor começa a se misturar ao tédio, ao aborrecimento e à fadiga; e o jeito é traí-la com outra.”

trecho inicial da crônica “Cidades” (página 155)

Além de cronista (ou principalmente cronista, como diz Ana Luisa Martins), Luís Martins foi romancista, ensaísta, crítico de arte. Conheça mais sobre esse importante escritor nascido no Rio de Janeiro e profundamente paulistano também.

Não é simplesmente por ser filha: Ana Luisa Martins dedica-se há tempos ao resgate de obras e autores relevantes que muitas vezes acabam encobertos ao longo do tempo.

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