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Berenice Detetive
ANÁLISE
Pela escritora Vivina de Assis Viana
Publicada no
Jornal da Tarde de 26 de julho de 1987
Quem
estiver procurando, na literatura juvenil, obras
quase mágicas, sérias e divertidas,
contemporâneas e atemporais – ,
siga um caminho sem erro e sem volta. Leia, um a
um, os vários livros de João Carlos Marinho.
O último deles, Berenice Detetive (Global
Editora - São Paulo), é uma festa para os olhos
e para o espírito do leitor inteligente.
Dominando com perfeição uma técnica difícil - a
da literatura de suspense -, João Carlos Marinho
cria uma obra-prima do gênero policial.
Personagens e fatos, misturando-se e cruzando-se
rapidamente em ritmo crescente, tornam o livro
de Marinho leitura imprescindível - para não
dizer obrigatória, que não se deve – aos jovens,
adeptos de novidades, e aos adultos cultores de
tradições.
Não há como resistir ao fascínio da linguagem do
escritor paulistano.
Cronometrada para emocionar na medida certa,
nessa linguagem nada sobra, nada falta.
Se alguém duvidar, basta ler o primeiro capítulo
das aventuras dessas crianças - personagens que,
ao lado das famílias e dos amigos, têm povoado
os últimos livros do escritor.
De fato, para não ler João Carlos Marinho, só há
um jeito: não começar.
Começando, o processo – contagiante, contagioso - toma conta do leitor.
Conseqüência da obra quase mágica do autor,
iluminado desde o primeiro livro – O Gênio do
Crime - lançado em 1969.
Vivina de Assis Viana
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