Ayrton Senna do Brasil

Que livro, senhoras e senhores. Claro que isso escrito no blog da própria editora soa demasiado, mas não é. Basta ver nas fotos deste post ou ir até uma livraria. Ayrton Senna – Uma lenda a toda velocidade (Global Editora) tem ainda outro subtítulo: Uma jornada interativa. E nisso torna-se uma peça imperdível para quem é admirador do piloto mais fantástico da história do automobilismo mundial.

Os textos são do jornalista inglês Christopher Hilton, que cobriu Fórmula 1 desde a década de 70 e escreveu, além de livros sobre Senna, também as biografias de Alain Prost, Michael Schumacher, James Hunt, entre outros. É uma obra repleta de detalhes da vida e da carreira do piloto brasileiro tricampeão mundial.

Há fotos de ação, de alguns dos momentos mais conhecidos e celebrados de Senna nas pistas, mas também muitas imagens de Ayrton pequeno, em família, em momentos de descanso fora das pistas e nas categorias anteriores à F1, como no kart, onde seu talento já despontava como excepcional.

Se tudo isso já não fosse bom demais, por todo o livro há envelopes em papel semitransparente contendo cópias de verdadeiras relíquias: cartas escritas por ele, crachás das escuderias, bilhetes de chefes de equipe, anotações em agendas, adesivos, postais – uma imersão no mundo mágico da Fórmula 1 enquanto pôde contar com a presença de Ayrton Senna da Silva.

Entretanto, nos bastidores, ocorreu um curioso episódio. Durante uma das corridas de Snetterton, começou a chover, e um jovem cabeludo chamado Dennis Rushen observou que Senna não diminuía a velocidade como os outros. Controlar carros de corrida nervosos, instáveis e velozes em uma pista molhada é surpreendente – e instrutivo. Por conta daquilo, Rushen procurou Senna, apresentou-se como chefe de uma equipe de Fórmula Ford 2000 (o próximo degrau no automobilismo) e ofereceu a ele a oportunidade de pilotar em 198 por 10 mil libras.

A primeira corrida de Senna pela Toleman foi o Grande Prêmio do Brasil, no Rio de Janeiro. Em seguida, na primeira sessão classificatória da África do Sul, onde terminou a corrida em 14o por causa de uma falha no turbo, após a oitava volta ele previu, sem dúvida, depois de fazer os cálculos simples e lógicos, que seria sete décimos de segundo mais rápido no dia seguinte. Adivinhe se ele o fez? Sim.

Uma vez, Senna disse ao escritor Ken Wells (que estava escrevendo uma biografia resumida do piloto para a editora Kimberley’s, publicada depois que ele foi para a Lotus): “Acho que o que realmente mudou é o fato de a experiência começar a ocupar um pouco mais de espaço do que o impulso. A cada corrida, a cada mês, a cada treino, o desejo é sempre este: ser o primeiro. A coisa de que mais gosto na minha profissão é pilotar um carro de corrida. A sensação de pilotar, da velocidade, de chegar aos limites e tudo o mais – essa é a melhor parte.”

Refletindo hoje, e ampliando a lição daquele dia distante em Brands Hatch, Watson diz: “Ele era diferente de todos que conheci. Tinha uma perspectiva do que era ser um piloto de corridas e do que aquilo implicava que nunca vi novamente. Não sei a respeito de pessoas como Fangio, que é o meu maior herói daquela geração, de forma que não posso fazer uma comparação, mas Ayrton tinha algo. Se isso tinha a ver com suas crenças religiosas, eu não sei. Sei que ele conseguiu realizar coisas que, de certa forma, eram o mais próximo do domínio da mente sobre a matéria que eu já vi…”

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