Cascudo na televisão

Na introdução do livro, Câmara Cascudo começa: “Toda a existência humana decorre do binômio Estômago e Sexo. A Fome e o Amor governam o mundo, afirmava Schiller.” História da alimentação no Brasil (Global Editora) trata do que o brasileiro põe à mesa, de onde vêm seus costumes alimentares, como se transformaram em diferentes regiões do país. Na edição atual, a capa amarela e a feijoada por se preparar dão uma fome danada de mergulhar no livro. E uma novidade deve aumentar esse apetite pela leitura: estreia no dia 6 de novembro uma série de documentários inspirada nessa obra de Luís da Câmara Cascudo e que leva o mesmo nome: História da alimentação no Brasil. A produção vai ao ar pelo canal CineBrasil TV, de segunda a sexta, sempre às 21h30.

Com direção de Eugênio Puppo pela Heco Produções, os filmes foram construídos ao longo de um ano e meio de muitas pesquisas, entrevistas e viagens pelo Brasil e até Portugal. São ao todo 13 episódios de 30 minutos cada, refazendo parte do caminho das pesquisas do próprio Cascudo, entre os anos de 1943 e 1962. A primeira edição de História da alimentação no Brasil é de 1967.

A série traz depoimentos de chefs, artistas, estudiosos e personagens anônimos de diversas regiões do Brasil e de Portugal. A seleção de entrevistados inclui Carlos Alberto Dória (sociólogo), Mara Salles (chef), Ana Luiza Trajano (chef), Alberto da Costa e Silva (historiador), Chico César (cantor), José Avillez (chef) e alguns chefs potiguares, como Adriana Lucena.

As locações incluem cidades brasileiras – da Bahia, do Pará, do Maranhão, vários municípios do Rio Grande do Norte, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Pernambuco – e 11 cidades portuguesas, dentre elas Lisboa, Porto, Évora e Mirandela, retratando desde a doçaria tradicional (como os pastéis de Tentúgal) às tripas à moda do Porto e os cuscos transmontanos.

Além do material original, a série utiliza material de arquivo, com longas e curtas-metragens de Humberto Mauro, um dos maiores documentaristas sobre o tema, Heinz Forthmann, Caravana Farkas, e obras do acervo do Instituto Câmara Cascudo, CTAV, Museu do Índio, Cinemateca Portuguesa, Câmara Municipal de Lisboa e acervos particulares.

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