“Motivo”, de Cecília, no metrô e com Toni Brandão

As fotografias na estação Sumaré do metrô de São Paulo não são de sorrisos. Elas têm algo entre documento oficial e flagrante de melancolias. O conjunto é obra do artista Alex Flemming, feita em 1998. As pessoas não são identificadas. Talvez elas próprias mal se reconheçam quase vinte anos depois, caso passem pela estação. Em vinte anos muita coisa muda, até as melancolias que habitavam seus olhares.

Sobre as imagens em preto e branco, palavras. Versos de poemas. Uns têm letras faltando. Os autores tampouco estão identificados, mas ali há poesia, porque em tudo pode haver, em cada um. Nesta foto aqui na página, versos de um dos poemas mais conhecidos de Cecília Meireles, “Motivo”. Os poemas, como os olhares, também podem ter outros sentidos, outras camadas, ao longo do tempo.

Esse mesmo poema é lido no vídeo pelo escritor Toni Brandão, que tira de suas prateleiras repletas de obras fundamentais da literatura brasileira e mundial a Antologia poética –  Cecília Meireles, publicada pela Global Editora.

“Motivo” está no livro Viagem, publicado em 1938 e ganhador do prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras.

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