Uma Cora Coralina a se percorrer, em Goiás

O jornal Correio Braziliense, um dos mais tradicionais do país, publicou reportagem nesse início de ano sobre o novo Caminho de Cora Coralina – um percurso para viajantes a pé, de bicicleta ou a cavalo com 246 quilômetros entre as cidades goianas de Corumbá e Goiás, comparado ao tradicional Caminho de Santiago, na Espanha. É uma região no Brasil com raízes históricas ainda bem preservadas, que atravessa o tão peculiar cerrado. A poeta não andou por ele, mas sua vida e obra pretendem ser inspiração aos viajantes. Além disso, é na cidade de Cora que o caminho termina. E em Goiás Velho é impossível não parar para conhecer a Casa de Cora Coralina. Claro, na bagagem não pode faltar pelo menos um livro da poeta.

Confira aqui a reportagem completa.

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Quem é Cora Coralina?

Cora Coralina é o pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto (1889-1985). Nasceu na cidade de Goiás, antiga Villa Boa de Goyaz. Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão. Foi criada às margens do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, sendo uma das primeiras construções da antiga Vila Boa de Goiás. Aos 15 anos de idade, Ana vira Cora, derivativo de coração. Coralina veio depois, como uma soma de sonoridade e tradução literária.

Poeta e contista brasileira de prestígio, tornou-se um dos marcos da literatura brasileira. Cora Coralina iniciou sua carreira literária aos 14 anos com o conto “Tragédia na Roça” publicado no “Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás”.

Casou-se com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Brêtas e teve seis filhos. O casamento a afastou de Goiás por 45 anos. Ao voltar às suas origens, viúva, Cora Coralina iniciou uma nova atividade, a de doceira (conheça a obra Doceira e Poeta). Além de fazer seus doces, nas horas vagas ou entre panelas e fogão, Aninha, como também era chamada, escreveu a maioria de seus versos.

Publicou o seu primeiro livro aos 76 anos de idade e despontou na literatura brasileira como uma de suas maiores expressões na poesia moderna. Em 1982 – mesmo tendo estudado somente até o equivalente ao 2º ano do Ensino Fundamental – Cora Coralina recebeu o título de doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Goiás e o Prêmio Intelectual do Ano, sendo, então, a primeira mulher a receber o troféu Juca Pato. No ano seguinte foi reconhecida como Símbolo Brasileiro do Ano Internacional da Mulher Trabalhadora pela FAO. Morreu em Goiânia, aos 95 anos, em 1985.

Após a morte da poetisa, amigos e parentes se reuniram e criaram a Associação Casa de Cora Coralina em 27 de setembro de 1985, mantenedora do Museu Casa de Cora Coralina. Entidade de direito privado, sem fins lucrativos, regido por um Estatuto, que tem como finalidade: “ projetar, executar, colaborar e incentivar atividades culturais, artísticas, educacionais, ambientais, visando, sobretudo, a valorização da identidade sociocultural do povo goiano, bem como preservar a memória e divulgar a vida e a obra de Cora Coralina.

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