Vamos à praia?

Selecionamos cinco livros da Global Editora ambientados na praia. Pelas histórias e imagens, é possível viajar nesse fim de ano, fechando os olhos onde quer que estejamos e sentir a brisa salgada de um fim de tarde na generosa costa brasileira.

Da minha praia até o Japão, de Marcio Vassallo, com ilustrações de Bebel Callage, traz a fantasia dos castelos e dos buracos cavados na areia, além da relação pai e filho que curiosamente se torna tão mais próxima justo nesse lugar tão imenso que é a beira do mar e o horizonte.

A gente passava o dia todo espalhado naquele buraco,
mesmo quando o dia todo durava meia hora.

Aula de surfe, de Mariana Massarani (texto e traço), tem o muito característico bom humor da autora com o desafio de aprender a surfar – inesquecível para a maioria das pessoas. Uma verdadeira aula sobre aulas e surfe.

Que delícia é surfar!
Até cair é bom.

Maré baixa, maré alta, de Ana Maria Machado, com ilustrações de Marilda Castanha, é a transposição (difícil, e bem-sucedida) das sensações de um dia na praia. Luísa passa o dia com os pais, tempo suficiente para construir suas fantasias de areia e ver de muito perto um importante ciclo diário da natureza.

Agora é a onda que vem e desmancha o
caminho que o cachorro desenhou.
Desmancha também o que sobrou
do morro e do castelo.
É a maré que sobe.

Ingrid veio ver o mar, de Edna Bueno, com ilustrações de Suppa, segue o caminho da uma menina mineira que finalmente viaja para conhecer o mar. O narrador é um menino carioca, que testemunha esse lindo primeiro encontro.

A mãe dela tinha contado que o mar era uma água
que vinha correndo molhar o pé da gente. Virava onda e
vinha correndo. Muito engraçado. Disse pra Ingrid que ela
tinha que tomar cuidado, ter medo do mar.

A outra Marina, de Maria Heloisa Penteado, com ilustrações de Lúcia Hiratsuka, tem mais texto que os demais. Tem mistério nesse livro, em que Marina topa com uma senhora de humor em maré baixa, comparado com suas esperanças de maré alta. E de repente tem um encontro surpreendente, que podemos dizer, de algum modo, que é consigo mesma.

Marina virou-se e viu uma menina que vinha saindo do mar.
Com certeza a onda a tinha pegado também. Olhou-a com atenção
e levou um susto. A menina era igualzinha a ela! Era como se estives-
se olhando no espelho.

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