Consciência Negra – livros

Por / 4 semanas atrás / Infantojuvenil / Nenhum Comentário

Chico Rei e Zumbi tornaram-se dois super-heróis da história brasileira, nascidos do sofrimento extremo da escravidão de pessoas negras trazidas à força da África para o Brasil. Super-heróis justamente porque muito humanos, muito profundos em suas qualidades, contradições e grandiosidade. A Global Editora tem diversos livros que tratam das questões do negro no Brasil, entre estudos sociais e a literatura. Dessa vez destacamos os livros que tratam de Chico Rei e de Zumbi, dos consagrados autores Sylvia Orthof e Joel Rufino dos Santos.

O Rei Preto de Ouro Preto, de Sylvia Orthof, tem ilustrações de Rogério Borges. A história é contada em versos e rima, trazendo à atualidade as raízes da poesia épica de Homero (Grécia Antiga).

O rei foi logo comprado
e pra Minas enviado.
Ganhou nome brasileiro:
era Francisco, ou Chico,
Chico Rei, o nobre escravo.

Trabalhou em tantas minas,
colheu ouro pros patrões,
todos brancos, alvoroçados
com tanto ouro e riqueza.
Malvadeza!
[…]

Chico Rei fez seu reinado
ali em Minas Gerais.
Era um reino pequetito…
tão bonito!

Era um reinado de livres,
escravidão… nunca mais?

Zumbi, de Joel Rufino dos Santos, é escrito na prosa fluida tão característica do autor, ao lado de reflexões fundamentadas e claras sobre os valores da humanidade.

Esta história começou há mais e cem anos.

Numa noite qualquer do ano de 1597, quarenta escravos fugiram de um engenho no sul de Pernambuco. Fato corriqueiro. Escravos fugiam o tempo todo de todos os engenhos. O número é que parecia excessivo: quarenta de uma vez. […]

Por que escravos fugiam?

A fuga era a única maneira de recuperarem sua humanidade – esta é a melhor resposta que conheço.

Quando Charles Darwin, o pai da teoria da evolução das espécies, esteve no Brasil, em 1831, muita coisa, naturalmente, o impressionou: a variedade de pássaros, frutas e aranhas, por exemplo. Ocorreu até mesmo um episódio insólito: faminto, Charles ajudou um vendeiro, em Maricá, a caçar um frango a pedradas. Foi no entanto a escravidão – que só conhecia esporadicamente – o maior choque que levou. Para ser exato: a transformação, pela escravidão, de uma pessoa em coisa. […]

A criatura que chamamos Zumbi nasceu livre em qualquer ponto dos Palmares, em 1655. Talvez no começo do ano, quando a água nas cisternas é pesada e morna; talvez no meio ou mesmo no fim, quando o chão está coberto de buritis podres. […]

O texto de Joel dá contexto histórico e social, em torno da vida de Zumbi. E naturalmente a narrativa ganha trechos de verdadeira aventura, já que houve muita perseguição e guerra. A Global Editora publica muitas outras obras tanto de Sylvia Orthof quanto de Joel Rufino dos Santos. Conheça!

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