Lama Michel no programa de Pedro Bial

Começa o programa Conversa com Bial, na Rede Globo. A banda toca a música “Coração tranquilo”, de Walter Franco: “Tudo é uma questão de manter/ A mente quieta/ A espinha ereta/ E o coração tranquilo”. No texto de abertura, Pedro Bial diz que o tema é como manter a serenidade em tempos de crise. E ao som de outra música, “Aqui e agora”, de Gilberto Gil, chama o monge do Budismo tibetano Lama Michel Rinpoche e a atriz Marisa Orth para a entrevista.

“O melhor lugar do mundo é aqui e agora”, crava a música de Gil. Lama Michel repensa: “Não é o melhor, é o único”.

A conversa dá inúmeras oportunidades para Lama Michel passar a milhões de pessoas alguns ensinamentos fundamentais do Budismo tibetano, como ele faz em suas palestras, encontros e nos livros Coragem para seguir em frente ou Grande amor (Editora Gaia), este escrito em parceria com a psicóloga Bel Cesar, mãe do Lama Michel e autora de diversos livros pela Gaia.

“Buda disse: não estou aqui para dizer se deuses ou um deus existe ou não existe. O que eu trago é que a felicidade ou o sofrimento depende de cada um,  e como se pode fazer para ser feliz e não sofrer.”

Bel Cesar, em princípio apenas assistindo a tudo, na plateia, passa a fazer parte da entrevista, com comentários esclarecedores sobre a relação da família com o destino de Lama Michel, desde seus 5 anos de idade, e a naturalidade com que praticam e divulgam os ideais do Budismo tibetano, a partir do Lama Gangchen Rinpoche. Marisa Orth, aliás, é uma das pessoas que seguem esses princípios e participam das atividades de Lama Gangchen e Lama Michel no Brasil, desde a década de 1990.

Amor pelo pedreiro

Lama Michel age com a naturalidade de sempre, independentemente da grande audiência do veículo. Transmite ensinamentos e conta histórias, com a sagacidade e o humor que lhe são característicos. Como quando falou da importância de se transmitir amor e da sensação de felicidade que isso provoca, não importa a quem. “Vou contar meu caso de amor com o pedreiro”, brincou, e deu o exemplo na prática do que é essa ação, ao alcance de qualquer pessoa, budista ou não. Numa rua de São Paulo, ele esperava por um carro e notou que um pedreiro olhava para ele – provavelmente por causa das roupas. E passou a olhar de volta. Mentalmente, Lama Michel desejou dizer ao homem que o amava e que a felicidade dele era a sua felicidade – o que faz sempre que é possível. Quando, movido pelo pensamento, esboçou um sorriso, o pedreiro sorriu de volta para ele. Nenhum dos dois se conhecia, não se apresentaram, mas trocaram por um momento de poucos minutos o que torna mais profunda a relação humana. Já experimentou trocar pensamentos reativos por um desejo desarmado assim?

Assista à entrevista, disponível no site da emissora.

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