Bartolomeu Campos de Queirós, por Elizabeth Serra

A secretária geral da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), Elizabeth Serra, conviveu muito proximamente com o escritor Bartolomeu Campos de Queirós. Ela é testemunha dos pensamentos inspiradores que ele tinha a respeito da educação de crianças e jovens, e principalmente acompanhou com profunda admiração sua genial obra literária, publicada hoje pela Global Editora.

Bartolomeu Campos de Queirós nasceu em 1944 no centro-oeste mineiro, passou sua infância em Papagaio, cidade com gosto de “laranja-serra-d’água”, antes de se instalar em Belo Horizonte, onde dedicou seu tempo a ler e escrever prosa, poesia e ensaios sobre literatura, educação e filosofia. Considerava-se um andarilho, conhecendo e apreciando as cores, os cheiros, sabores e sentidos por onde passava. Bartolomeu só fazia o que gostava, não cumpria compromissos sociais nem tarefas que não lhe pareciam substanciais. “Um dia faço-me cigano, no outro voo com os pássaros, no terceiro sou cavaleiro das sete luas para num quarto desejar-me marinheiro.” Traduzido em diversas línguas, Bartolomeu recebeu significativos prêmios, nacionais e internacionais, tendo feito parte do Movimento por um Brasil Literário. Bartolomeu faleceu em 2012, deixando sua obra com mais de sessenta títulos publicados como maior legado.

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