A Inconfidência de Cecília

“E ando com uma ânsia enorme de fazer uma grande peça com elementos históricos sobre a tragédia da Conjuração Mineira, que se passou naquele ambiente fabuloso de Ouro Preto, com todos aqueles poetas condenados à morte, depois degredados para África, e o pobre do Tiradentes enforcado, esquartejado, com a cabeça fincada num poste, as famílias amaldiçoadas até a terceira geração, as casas arrasadas e os terrenos salgados… Tudo isso há 150 anos, e por causa da Liberdade!”

Essa era a poeta Cecília Meireles, em carta a Armando Côrtes-Rodrigues, trecho que faz parte da edição especial da Global Editora do livro Romanceiro da Inconfidência, originalmente publicado em 1953. A carta é de 1947. E o livro se tornaria um dos mais importantes da poesia brasileira de todos os tempos.

“Escritos por uma poetisa refinadíssima, que os quis de dicção popular, esses poemas – limpos, diretos, nítidos, cada qual com vida própria – formam um longo e único poema, lírico e épico ao mesmo tempo”, escreveu o também poeta, historiador, diplomata Alberto da Costa e Silva, na apresentação dessa mesma edição especial de 60 anos.

Neste vídeo, o professor Leonardo Tonus, livre-docente da Universidade de Sorbonne, na França, se confessa grande admirador de Cecília e lê um famoso trecho do livro, que começa com o verso “Eles eram muitos cavalos”:

 

A blogueira parceira Nathália Mondo, do canal Pipoca do Vô, também gravou um vídeo contando um pouquinho da sua experiência na leitura do Romanceiro da Inconfidência. Confira:

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