Ode a Marina Colasanti

Tem vezes que a paixão por algo desperta a busca pelo conhecimento. Em outras, o conhecimento desperta a paixão. A ordem altera o resultado: profunda admiração. Volnei Canônica é uma mistura disso: leu Uma ideia toda azul (Global Editora), de Marina Colasanti, e se apaixonou. Então estudou a obra da autora durante sua especialização em literatura infantojuvenil. E, com o conhecimento, se apaixonou ainda mais.

Volnei é uma das pessoas hoje mais atuantes pelo desenvolvimento da leitura no Brasil. Já fez trabalhos importantes no Instituto C&A, no Ministério da Cultura e atualmente dedica-se ao Centro de Leitura Quindim, criado em Caxias do Sul (RS), mas já espalhado pelo mundo, com ações, além do Brasil, na Colômbia, na Coreia do Sul e na China. Também está com a editora Renata Nakano no Clube de Leitura Quindim, que oferece curadoria especial em um serviço de assinatura de livros para crianças e jovens.

Neste vídeo, Volnei Canônica destaca a força universal dos contos de fada que Marina publica desde a década de 1970, dando a esse gênero uma dimensão muito maior do que faz supor o senso comum – conto de fada nem de longe é uma história bonitinha e tola. Pelas mãos dela, as histórias que estão em livros como Uma ideia toda azul, Doze reis e a moça no labirinto do vento e a coletânea Mais de 100 histórias maravilhosas (Global Editora) tornam-se poderosas metáforas de delicadas situações e muito escuros ou elevados sentimentos humanos.

Volnei aqui apresenta e lê o trecho final do conto “Como um colar”, que está no livro Mais de 100 histórias maravilhosas.

Marina Colasanti este ano completa 80 anos de idade. É das mais relevantes e influentes escritoras da atualidade no Brasil – contista, cronista, poeta e ensaísta. Está indicada para receber o prêmio Hans Christian Andersen de 2017, podendo juntar-se à galeria brasileira do mais importante reconhecimento oficial da literatura infantojuvenil no mundo – já receberam a honraria as escritoras Lygia Bojunga, Ana Maria Machado e o escritor e ilustrador Roger Mello.

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